Comecei um diálogo,
impetuoso, complicado.
Comecei um diálogo,
quase não dito;
Soluçado.
Continuei a falar...
Sem que alguém me ouvisse.
Sem alguém que entendesse.
Sem abraço para consolar.
Parei para um cigarro.
Confuso, desparado.
Parei para um cigarro,
e parou também,
o diálogo.
Voltei a perguntar
sem alguém que respondesse
a pergunta que não quis calar.
Queria alguém que dissesse.
Mais queria, sair da ilusão
e tornar diálogo,
o que até aqui foi monólogo,
e não percebeu meu coração.
Mais faz falta o carinho,
a que a presença,
quando à noite, sozinho,
com os cabelos na mão.
07-02-2013.
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