Lamento consciente do egoísta humano

Ó humanidade, o que de vós seria, senão viver sob a sombra de seu próprio passado e a expectativa de seu próprio futuro? 
O que de vós seria, se não existisse refém de seu próprio egoísmo?
E de minha existência, o que seria, senão buscar e aguardar a finitude do egoísmo da humanidade, para que da humanidade possa eu mesmo, refém de meu próprio egoísmo, extrair sua essência vivendo sob o gozo do meu próprio presente?
Eu humano, tenho em mim a resposta para minha indagação, sou a peça faltante no quebra-cabeças que monta a gravura de um mundo perfeito. 
Apreciaremos tal gravura; organizem-se as peças.

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